
A beleza voltou a ocupar um lugar central na narrativa da moda brasileira durante a SPFW N61. Na apresentação da FORCA STUDIO, a profissional Maxima Naomi Weber Lira, conhecida como Maxi Weber, desenvolveu uma proposta que aproximou maquiagem, identidade visual e atitude artística.
O conceito apostou no contraste entre rostos de aparência propositalmente desconstruída e cabelos trabalhados com precisão. Em vez de buscar uma beleza uniforme, a direção criativa explorou texturas, brilho, intervenções gráficas e referências punk para construir imagens com personalidade.
Maquiagem além da estética
Um dos elementos mais marcantes foi a aplicação gráfica da palavra FORCA sobre a pele de alguns modelos, aproximando a maquiagem da linguagem urbana e da intervenção artística. A proposta também incorporou olhos intensos, brilho e diferentes interpretações de beleza, respeitando a individualidade de cada rosto.
Os cabelos seguiram outra direção: estruturas futuristas, rabos de cavalo arquitetônicos, topetes e acabamentos polidos criaram um contraste com a aparência mais crua das maquiagens.
Segundo a cobertura publicada pela Revista Trend em 17 de outubro de 2026, a apresentação reuniu 66 modelos de diferentes etnias, reforçando a diversidade como parte da construção visual do desfile.
A beleza como linguagem da moda
O trabalho de Maxi Weber evidencia como a maquiagem e o cabelo podem ultrapassar a função de acabamento e participar ativamente da identidade de uma coleção. Na passarela, cada escolha visual ajuda a transmitir a atitude da marca e a ampliar a interpretação das roupas.
A participação na apresentação da FORCA STUDIO coloca em evidência a importância dos profissionais de beleza nos bastidores da moda brasileira, onde técnica, pesquisa e criatividade se encontram para construir imagens que permanecem na memória.
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