
Entre os destaques estiveram Marina Bitu, À La Garçonne, Martins e Artemisi, marcas que apresentaram propostas distintas dentro do tema “Imaginários”, que orienta a edição comemorativa dos 30 anos da SPFW.
Marina Bitu transforma o oceano em inspiração
A designer Marina Bitu abriu o dia com “Abissa”, coleção inspirada nas profundezas do oceano e nas histórias e memórias associadas a esse universo.
A apresentação explorou tons de azul, preto e bege, além de tecidos texturizados, peças alongadas e modelagens amplas. Franjas, plissados e paetês dourados acrescentaram movimento e riqueza visual aos looks.
A coleção chamou a atenção pela combinação entre fluidez, estruturas e referências ao ambiente marinho, transformando elementos da natureza em linguagem de moda.
À La Garçonne e Martins exploram contrastes
A À La Garçonne apresentou uma proposta com referências a um cenário pós-apocalíptico, no qual a natureza começa a reaparecer depois da destruição. Estampas florais, xadrezes, assimetrias e texturas contribuíram para construir essa narrativa.
Já a Martins, comandada por Tom Martins, investiu no maximalismo, com sobreposições, volumes amplos e uma mistura de referências da moda internacional. Xadrezes, estampas, rendas e diferentes materiais dividiram espaço nas composições, enquanto máscaras cobrindo os rostos dos modelos reforçaram o caráter conceitual do desfile.
Artemisi leva o misticismo à passarela
Encerrando os destaques, a Artemisi apresentou “The Holy Matter”, coleção marcada por referências à alquimia e ao misticismo.
Corsets esculturais, chapéus pontudos, penas, estruturas metálicas e aplicações elaboradas criaram silhuetas dramáticas. A marca também combinou técnicas artesanais, como bordados manuais, com recursos tecnológicos, incluindo a impressão 3D.
A proposta mostrou como o trabalho manual e a tecnologia podem se complementar na criação de peças que ultrapassam a função cotidiana da roupa e se aproximam da arte.
O que o segundo dia revela sobre a moda brasileira?
As apresentações demonstraram como a natureza, a memória, a cultura visual e a experimentação podem servir de ponto de partida para coleções muito diferentes.
Mais do que apresentar roupas, os estilistas construíram narrativas por meio de materiais, volumes e silhuetas. É justamente essa diversidade de interpretações que mantém a São Paulo Fashion Week como uma vitrine importante para acompanhar a evolução da moda nacional.
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